Na última sessão, pela análise, passei a perceber que a vida é mais cheia de desencontros do que de encontros. Parece até truísmo fazer essa afirmação, quando nos damos conta que em um mundo com oito bilhões de pessoas, ao longo da vida, nos esbarramos – profundamente – com poucas dezenas delas. Logo, o que não foi encontro, foi desencontro.

Embora pareça-me, à primeira vista, um tanto quanto melancólico reconhecer que um instante de felicidade é tão somente um intervalo entre duas tristezas, percebê-lo, torna mais fácil entender com naturalidade os desencontros do cotidiano.

Por isso, descansei.

Todo encontro deixa uma marca e toda marca vira uma música. Mas, eu que não sou de cantar, prefiro dizer que todo encontro – inclusive este que aqui me inspira – vira uma poesia.

Obrigada aos meus encontros, desencontros e, principalmente, aos reencontros.

WhatsApp
Facebook
Email
Print

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Uncategorized
Lorena Faleiro

Ela que nem alcança meu ombro

Eu tinha três anos quando ela nasceu. Repito, três anos. Por algum motivo acharam que, aos três anos eu já tinha responsabilidade suficiente para assumir

Leia Mais »
Uncategorized
Lorena Faleiro

Com carinho: Loreninha

Nossa, como você cresceu! Vejo que agora é uma grande mulher, literalmente, risos. Quase não devem existir homens à sua altura, literalmente; mais risos. Ainda

Leia Mais »