Na última sessão, pela análise, passei a perceber que a vida é mais cheia de desencontros do que de encontros. Parece até truísmo fazer essa afirmação, quando nos damos conta que em um mundo com oito bilhões de pessoas, ao longo da vida, nos esbarramos – profundamente – com poucas dezenas delas. Logo, o que não foi encontro, foi desencontro.

Embora pareça-me, à primeira vista, um tanto quanto melancólico reconhecer que um instante de felicidade é tão somente um intervalo entre duas tristezas, percebê-lo, torna mais fácil entender com naturalidade os desencontros do cotidiano.

Por isso, descansei.

Todo encontro deixa uma marca e toda marca vira uma música. Mas, eu que não sou de cantar, prefiro dizer que todo encontro – inclusive este que aqui me inspira – vira uma poesia.

Obrigada aos meus encontros, desencontros e, principalmente, aos reencontros.

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