Se pensarmos na pessoa mais rica do mundo a época das notas de papel, imaginamos alguém tão cheio de dinheiro a ponto de não conseguir contar ou segurar todas as notas com as mãos. Partindo dessa ideia, grandes riquezas podem estar ligadas àquilo que não pode ser quantificado. Hoje, com as moedas, as grandes fortunas, quantificadas em trilhões, não passam de cifras anotadas em um data center posicionado em algum lugar do Universo, porém, contáveis.
Todavia, há riquezas que não compram coisas, não fazem viagens, não se acumulam em contas bancárias. Há fortunas tão valorosas que, por si só, não tem valor algum. Não se compra e não se vendem; e por essa simples razão não podem ser perdidas, roubadas, repartidas, falidas ou multiplicadas e nem sequer, tocadas.
O maior dos tesouros está nas coisas intangíveis, aquelas não quantificáveis, cujo valor tem pode ser mensurado, apenas sentido. Assim, não há números capazes de valorar o que significa “amor de neta”, portanto, impalpável, incalculável e de riqueza inquantificável.
O que é abstrato não tem preço.
Dito isso, me sinto a mais rica de todas as mulheres. É dádiva de Deus e um privilégio raro ter na vida esse grande presente chamado: avós.
Me faltam palavras, agora. Mas elas hão de vir, em um próximo livro, quem sabe.


