Hoje precisei de coragem. Não daquelas de fazer algo perigoso, mas coragem pra iniciar o meu projeto mais transparente: publicar meu diário. Desde que iniciei o projeto do site passei a escrever, já pensando nas publicações, nesse local especialmente destinado aos meus textos. Só que minha forma de escrita, sob essa forma de diário, pode ser, às vezes, tão pessoal que senti um medinho da exposição. São textos tão genuínos que por um momento pensei: será que eu estou tão preparada pra botar essa pessoalidade e sinceridade na cara do mundo? Pelo sim ou pelo não, vamos sem coragem mesmo. Isso porque para personalidades tão discretas, como a minha, a exposição é um desconforto, às vezes, similar à nudez. Sinto que quem me lê, me enxerga transparente, ou melhor, me enxerga por dentro. Ainda que o texto seja às vezes carregado de metáforas, um bom leitor sempre consegue interpretar muitas verdades nas mal traçadas linhas, meu amor. E que se for para ser, que este seja meu maior ato de coragem, até agora.

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Substantivo concreto inanimado, texto
Um leitor compartilhou comigo a interpretação dele sobre meu último texto e a primeira coisa que pensei foi: mas não foi isso que eu quis

