Sempre fui condicionada a terminar tarefas (trabalhos, séries livros). Por isso, insisti em continuar “A Suíça”. No começo da leitura eu odiei. Não entendi a escrita, me julguei como leitora, me perguntei inúmeras vezes o que esse livro mal escrito estava fazendo listado em um clube do livro feito por uma curadoria tão detalhista. Mas segui, claro, pela disciplina de ir até o final. Lá pro meio, ele me incomodou de formas profundas, por detalhes obscuros e peculiares a mim. E, o fato de ter me incomodado com essas questões me trouxe reflexões internas sobre ela. Eu não estava mais apática ao livro, eu estava desconfortável e isso já era um mero sinal de mudança. No estágio de 60% da leitura, os pequenos detalhes metafóricos já faziam sentido e sim, ele estava começando a melhorar. Já pro final dele, eu pagava língua e finalmente não só estava gostando, como a-man-do a leitura. E amando no nível de precisar me segurar para ler apenas as 10 páginas do dia. É uma pena que ele tenha acabado sem dizer tudo. Precisava de um final melhor e essa segue sendo minha única crítica. Experimentei uma nova versão de escrita. E sem dar spoilers, A Suíça não é um descritivo de desenvolvimento pessoal, é um livro profundamente analisado e escrito a partir da construção e evolução de personagens complexos. Uma ótima narrativa disfarçada de pontos de reflexão e isso é surpreendentemente genial!! Posto isso, confie e vá até o final.

Escrever
Faz brilhar os teus olhos?
Eu estava no Beco do Batman e o artesão da banca em que eu estava me presenteou com um anel, à minha escolha. Olhei todos

