Eu que nunca conheci os homens.
Não se atenham ao título. Ele é um mísero recorte de uma história que toca questões muito profundas. É um livro filosófico, o segundo da minha vida e agora eu entendo porque as reflexões de filosofia tem faixa etária e precisam vir a conta gotas. Uma profunda reflexão sobre a existência disfarçada de narração; e claro, escrito por uma mulher. Li devagarzinho porque cada página vinha carregada de significados tão profundos que eu precisava de tempo para absorvê-los. Não digeri nem o início deles. Pra quem absorve e não apenas o lê, esse livro traz reflexões profundas sobre tempo, existência, liberdade, solidão e o inexplicável do Universo. Um transbordo de emoções incompreendidas sob o ponto de vista existencial. Há muito uma leitura não me tirava tanto da zona de questionamentos pessoais como essa. Por isso, ela foi muito necessária. Se você estiver preparada, se jogue nesse ato de coragem, mas se você não estiver, tudo bem esperar mais um pouquinho.


