Revisar a história é também fazer história
Dito isso, estamos fazendo história. A nossa história, a minha história. Encenar as lutas entre Mouros e Cristãos ocorridas na Penísula Ibérica durante a Idade Média parece longe em termos de tempo e espaço. Mas não está. Recontar a história da nossa ancestralidade é também contar um pouco da nossa. Um país colonizado por europeus fez com que parte da cultura deles também fosse o início da nossa. Uma tradição repetida de ano a ano fez com que essa história também chegasse a uma das cidades mais históricas de Goiás: Corumbá de Goiás. Em um passado não tão distante, as Cavalhadas foram um evento épico na vida dos meus bisavós (Getúlio e Zurita) e minha avó Neri. Por isso, ouvir das Cavalhadas é também recontar um pouco da história deles, da nossa, da minha. História essa que eu só conhecia dos livros e de um quadro na parede da casa da minha avó. Até hoje, quando tive oportunidade de (re)viver essa história contada pela vez. E ela não só me contou a história de disputa de território na Península Ibérica, como também me fez lembrar sobre a colonização do Brasil, o início da cultura em Goiás, tradições dos meus bisavós em Corumbá de Goiás e reconhecer que tudo isso faz parte de mim, da minha própria história. Recordar é viver. E reviver as Cavalhadas também é construir a nossa história: Lorena, Família Silva, Silvânia, Goiás, 2025


