George R. R. Martin disse: “Quem lê vive mil vidas antes de morrer. Quem não lê, vive só uma”. E quem escreve? Vive mais ainda. Um dia disse a alguém: “queria ter mais vida, pra viver tudo que eu tenho vontade e não tenho tempo.” Mas, no que me falta em tempo de vida humana, me sobre em tempo de escrita. As narrativas (vividas ou criadas) contam a minha história, cheia de codinomes e mocinhos disfarçados de amores reais. Se eu sou a escritora da minha própria história, posso também ser a escritora do meu próprio destino, literalmente. Conceber, pela escrita, é dar vida. Em algum plano da existência, as histórias (lidas ou escritas) também são “outras vidas”. Escrever também é uma forma de existir.

Uncategorized
Substantivo concreto inanimado, texto
Um leitor compartilhou comigo a interpretação dele sobre meu último texto e a primeira coisa que pensei foi: mas não foi isso que eu quis

