“Crianças são um relógio, ao olhar pra elas vemos nosso próprio tempo correr. Elas nos fazem lembrar do passado apenas por existir.” Por essa paráfrase do meu último livro, Eu que Nunca Conheci os Homens, vejo o quanto essa foto e o olhar para as nossas crianças nos lembram que o tempo passa; e passa rápido demais. Para nós adultos, o tempo deixa de dar sinais físicos. Com vinte, trinta ou quarenta anos nossos rostinhos são os mesmos, com exceções de umas ruguinhas aqui e uns cabelos mais brancos e ralos ali. Graças a Deus envelhecer é mais demorado que crescer. Mas nossas crianças não. O tempo para elas é tão urgente que em meses elas se transformam. Foi exatamente há um passado muito recente que Duda e Pedro eram apenas bebês. Eles mudaram tanto… e nós, quase nada, embora tenha se passado a mesma quantidade de anos. A gente não tem idade, a gente tem tempo. Por isso que observar as crianças me faz também observar o tempo, os momentos raros, as amenidades da vida que às vezes passam despercebidas. E na ânsia de ter deixado um pouco de vida pra trás, quero correr atrás do tempo, agarrá-lo e pedir-lhe: por favor, passe mais devagar. Seria possível? Não. Dito isso, que passemos a comemorar o tempo escutando, refletindo, meditando e aproveitando a vida com as pessoas que mais se importam pra nós, para que ao final possamos dizer: o tempo existe, mas ele não passou por mim sem que eu não o sentisse.

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Faz brilhar os teus olhos?
Eu estava no Beco do Batman e o artesão da banca em que eu estava me presenteou com um anel, à minha escolha. Olhei todos

