30 de setembro de 2025

Confesso, amar é um ato de desamor comigo mesma

De todas as definições já lidas por mim sobre o que seria amor, nenhuma delas foi capaz de me explicar de forma eficaz o que esse amor me tem feito sentir. Ouço o podcast “Para dar nome às coisas” na tentativa de dar nome aos meus sentimentos. Mas ainda continuo mal sucedida em nomear essa espécie de amor. O fato é que eu que sempre prezei tanto pelo meu amor próprio, sinto e confesso que amar é um ato de desamor comigo mesma. Não digo isso de uma forma dolorida, frágil ou dependente, mas sob a ótica de alguém vivendo um sentimento novo. Não que eu já não tenha amado, mas esse amor, é uma primeira vez. E manter esse amor diariamente é o mesmo que sentir que tudo que eu pensava saber sobre amar (a mim e aos outros) fosse mentira. Redescubro que pra deixar o amor entrar, eu preciso me permitir e me permitir as vezes significa me deixar ser vulnerável, instável, imperfeita, subjetiva e claro, muito frágil. Porque de uma forma até inconsciente, eu sentir que permitir que o amor fizesse morada era muitas vezes, me fragilizar. Onde será que eu me perdi achando que amar era fraqueza? Por isso, sempre que eu me desintegro um pouco da fortaleza que construí em mim sobre meu auto amor para amar o outro, neste caso, o meu amor, eu sinto como se uma parte do meu amor fosse embora. Sei que no fundo eu vou descobrir que não á bem assim, mas sim, ainda sinto todos os dias, todos os momentos, todas as horas, que amar também é um ato de desamor.

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