15 de setembro de 2025

A terapia faz parte da minha vida desde janeiro desse ano. Talvez ela precisasse ter vindo antes? Sim. Mas este foi o tempo em que estive voluntariamente aberta a ela. Não comecei porque achei que eu precisasse, mas tão somente por uma promessa que fiz a mim que este seria um dos propósitos que eu não negociaria neste ano. Eu ainda não gosto, não me sinto confortável, não me faz tão bem. Mas às vezes, para fazer bem antes tem que fazer mal. A gente diz para as crianças (inclusive para a minha criança interior) que pra sarar, primeiro tem que doer. É uma boa analogia pra ter coragem e não negociar a saúde mental diante de um mundo psiquicamente doente. Hoje, reconheço que apesar de qualificar a experiência de análise com adjetivos não tão confortáveis, pra mim, ela nunca foi tão necessária. As incompreensões de uma existência tão complexa (como a humana) nunca seriam compreendidas sem auxílio de alguém com a competência devidamente certificada para nos fazer chegar aos pontos sensíveis. Por isso, não sou grata só ao processo de análise, sou grata ao profissionalismo de quem acompanha e sabe impor ao ritmo adequado de atingir as camadas mais delicadas e complexas em meio a tanta gente carregada de superficialidade.

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