26 de agosto de 2025

Voltar a ler tem sido minha salvação, meu retorno do mundo dos mortos. Meu resgate a vida de quem aos poucos não pode deixar sua natureza genuína e sua alma artística de lado. Voltar a ler foi a ressurreição da minha alma. Tenho alternado entre uns estilos e outros. Estava com um Game of Thrones, livro três e minha preguiça de começá-lo só não era maior que minha preguiça de termina-lo. Eis que encontro “Comer, rezar e amar.” Acho que ele sempre esteve na lista dos livros que eu leria um dia. Quisera eu ter tempo de vida suficiente para ler todos os livros da biblioteca… mas, pela Júlia, veio “Comer, rezar e amar”. Nele, a personagem passa por três países, quatro meses em cada lugar e relata de forma leve o cotidiano de viver como uma nativa na cultura de cada lugar. Foi neste ponto este livro me tocou e senti que seria o momento dele. Além de ler, viajar tem sido uma das formas que me mantém viva. Só que não me basta viajar, é preciso viver cada novo lugar. Vejo as casas, as ruas, as pessoas, as comidas e sempre me pego pensando: “Como vivem os nativos daqui?” Sem querer querendo dar um spoiler quase total, é exatamente isso que o livro retrata. A vida em cada país sob a perspectiva de alguém que vive ali. Se é um sinal ou uma coincidência boba, não sei dizer, mas a primeira página diz exatamente assim: “a busca de uma mulher por todas as coisas da vida…” E não será essa a mesma busca que eu procuro? Não será essa mulher tão igual a mim que até se sufoca em busca de viver tudo que a vida tem a proporcionar? Não será essa mulher a mesma que diz: haja vida para que eu consiga fazer tudo que tenho vontade? Boa leitura, me dedico.

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