Inicio o ano com certas ambições dignas de recomeços. Mais trabalho, mais dinheiro, mais clientes, um escritório melhor e tudo que advém do sucesso profissional. Desde meu primeiro emprego, aos 17 anos, intuo ambições de crescer mais a cada dia, talvez seja por isso que pouco a pouco minhas possibilidades financeiras – que é o foco do que aqui falamos – tem melhorado, de forma lenta e gradual, mas sempre para melhor. Uma parcela de responsabilidade, dedico aos meus pais, que assim me ensinaram: pague as contas, guarde um pouco e viva com o restante. Faz parte da colheita, que quando se dedica ao seu trabalho, a cada ano, a recompensa pessoal, profissional e financeira vá crescendo. O estranho é que ter crescido um pouco mais não que faz querer mais, me faz querer viver mais. Refleti o quanto tenho me desligado dos sonhos materiais: grandes casas, carros caros, bolsas, óculos, relógios e mais uma lista daquelas coisas que existem e que eu não preciso para ser feliz, palavras do Rael. Tenho me sentido mais feliz no aconchego e conforto da simplicidade. Continuo amando viagens, bons hotéis, festas, comidas boas, restaurantes diferentes, umas roupinhas e sapatinhos bonitos (sim, ainda tenho um pezinho no consumismo rsrs), só que elas não vêm pelo simples prazer de ter, mas pelo prazer de viver a experiência. A vida capitalista me faz querer mais. Não tem mais para acumular, mais para ter a chance de criar lembranças memoráveis.

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Faz brilhar os teus olhos?
Eu estava no Beco do Batman e o artesão da banca em que eu estava me presenteou com um anel, à minha escolha. Olhei todos

